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'Agora
podemos dar uma virada na política' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sábado,
12 de abril de 2008
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ROMA Entre os romanos que
enfrentaram a garoa para ouvir Walter Veltroni ontem na Praça do
Povo estava Teo Loretelli, de 75 anos. "Voto em Veltroni porque sou
trabalhador", resumiu Loretelli, que se aposentou como funcionário
do Ministério de Bens Culturais. "Não gosto do outro
lado. Alguém que se chama Mussolini não pode ser boa coisa",
disse ele, referindo-se a Alessandra Mussolini, neta do ex-ditador fascista
Benito Mussolini. Seu partido, Ação Social, integra a aliança
de centro-direita O Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi. "Além
disso, tem o partido do (Umberto) Bossi, que quer dividir a Itália",
acrescentou Loretelli, numa referência à Liga do Norte. "Veltroni
é como eu", definiu Claudio Blasi, um consultor previdenciário
de 32 anos. "Eu me identifico com todas as coisas que ele diz. É
uma pessoa muito humana, e foi bom prefeito." Eleito pela primeira
vez em 2001, Veltroni obteve um segundo mandato em 2006, com 62% dos votos. "Finalmente,
com Veltroni, podemos dar uma virada na política, segundo os critérios
lógicos, meritrocráticos, de justiça", enumerou
Francesca Mirti, de 28 anos, que tem uma pequena empresa de marketing
chamada Per Bacco. "Veltroni encarna a nova política - limpa,
justa, que efetivamente pode dar uma mudança válida à
Itália." "Veltroni é
a figura capaz de governar o país, que se encontra em dificuldades
muito grandes, que não vêm do governo (de Romano) Prodi,
mas do anterior (de Berlusconi)", assinalou Domenica, de 59 anos,
que trabalha numa empresa de limpeza, e não quis dar o seu sobrenome.
No início de
seu governo, Prodi, que pertence à aliança de centro-direita
agora liderada por Veltroni, introduziu a chamada Lei Financeira, com
a finalidade de aumentar a arrecadação combatendo a evasão
fiscal, para tentar reduzir a dívida pública italiana, que
atinge 105% do PIB. A lei se tornou bastante impopular, porque os italianos
a identificaram com aumento de impostos. "Prodi não
aumentou os impostos", defendeu Domenica. "Ele estava tentando
fazer com que o nosso país saísse de uma crise criada pelo
outro governo, mas não teve tempo de arrumar a casa." Depois
de 20 meses de governo, Prodi perdeu a estreita maioria de três
cadeiras no Senado. "Se não pagarmos impostos, como é
que vamos fazer?" Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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