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Soldados
libaneses entram em combate |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo,
6 agosto de 2006
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BEIRUTE As Forças Armadas israelenses informaram que um soldado foi morto e outros 21 ficaram feridos em combates no vilarejo de Aita al-Saab, sul do Líbano. Os militares israelenses foram resgatados de helicópteros. O objetivo da operação, segundo Israel, era destruir bases de lançamento de foguetes de longo alcance do Hezbollah. Da região de Tiro, segundo Israel, saiu o foguete que atingiu a cidade de Hadera, 75 quilômetros ao sul da fronteira com o Líbano, o alvo mais distante já atingido pelo Hezbollah. O Exército disse que o Hezbollah já disparou mais de 3 mil foguetes contra o norte de Israel. A operação começou por volta de meia-noite, com aviões e helicópteros israelenses sobrevoando a região de Tiro. Do solo, foram ouvidos disparos de artilharia antiaérea. Em seguida, as aeronaves israelenses dispararam bombas de iluminação e lançaram pelo menos quatro mísseis ao norte de Tiro, metralhando também outros acessos à cidade e, segundo Israel, atingindo posições do Hezbollah. O bombardeio deu cobertura para o desembarque dos comandos. Militares libaneses já haviam sido mortos por bombardeios israelenses, mas ainda não se tinham engajado nos combates. Apesar da presença do subsecretário de Estado americano para o Oriente Médio, David Welch, Beirute voltou a ser sacudida ontem pelos bombardeios israelenses no sul da capital, onde se concentra a população xiita. Não há informações sobre mortos. Israel afirmou que os ataques foram contra escritórios, um depósito subterrâneo de armas e um jornal do Hezbollah. Dezenas de vilas no sul do Líbano seguiram ontem sob bombardeio de aviões e navios israelenses. As Forças Armadas de Israel informaram ter atacado mais de 70 alvos entre a noite de sexta-feira e a tarde de sábado. Os bombardeios, que segundo a polícia libanesa foram os piores desde o início do conflito, servem para apoiar a ofensiva israelense por terra. E tentar inibir a ação do Hezbollah, que na sexta-feira lançou 200 foguetes contra Israel. Ontem, novos ataques com foguetes do grupo xiita mataram três árabes israelenses na Galiléia. O conflito já matou 734 libaneses e 78 israelenses. Panfletos em árabe advertindo a população para fugir imediatamente foram lançados pelos israelenses sobre a cidade de Sidon, de maioria sunita, a maior do sul do Líbano, situada ao norte do Rio Litani, entre Tiro e Beirute. Mas, como nos outros casos, a população civil não reagiu. Afinal, Israel tem bombardeado tudo que se move no Líbano. Ontem, por exemplo, dois homens numa moto foram mortos por um míssil ar-terra perto de um campo de refugiados palestinos no sul. Antes do amanhecer,
Israel voltou a atacar uma estrada que liga o Líbano à Síria.
Os ataques, segundo Israel destinados a cortar as linhas vitais de abastecimento
de armas e munições da Síria para o Hezbollah, deixaram
28 mortos no leste do Líbano na sexta-feira, quando Israel bombardeou
três pontes na principal rodovia entre os dois países. Agora,
o percurso tem de ser feito dando a volta pelo norte da Síria e
depois descendo pela costa do Líbano. O Estado fez ontem
o trajeto. Uma viagem que era de 160 quilômetros e se fazia em 1h15,
agora tem 350 quilômetros e consome 5h30. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |