|
Bombardeios israelenses
deixam 20 mortos |
|
| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Segunda-feira,
7 agosto de 2006
|
|
EL-BIREH, VALE
DO BEKAA Os capacetes azuis chineses foram feridos aparentemente por disparos do Hezbollah durante duelo de artilharia com forças israelenses em Naqura, onde fica o QG da Finul, perto da fronteira com Israel. O Hezbollah anunciou a morte de três combatentes, elevando o seu número para 52. Fontes de segurança libanesas citadas pela Reuters estimam que o total de milicianos mortos chegue a 90. Na mesma cidade, três
civis libaneses morreram num ataque aéreo israelense. Outros seis
civis foram mortos por bombardeios em Ansar, 40 km ao sul de Beirute.
Quando equipes de resgate tentavam encontrar sobreviventes entre os escombros,
os caças voltaram para um segundo ataque. A pequena cidade de
El-Bireh, na parte oeste do Vale do Bekaa, 70 km a leste de Beirute, esteve
no meio de dois ataques israelenses ontem. O primeiro ocorreu de madrugada,
quando aviões israelenses dispararam quatro mísseis num
suposto esconderijo subterrâneo de armas da Frente Popular de Libertação
da Palestina (FPLP), sustentada pela Síria. Os mísseis carbonizaram
uma área numa montanha a 2 km da cidade de Sultan Yaaqub, que,
como El-Bireh, tem grande concentração de brasileiros muçulmanos
sunitas. O grupo informou que um militante morreu e quatro ficaram feridos. Quando o Estado passou no trecho, na manhã de ontem, as crateras causadas pelos mísseis - que não chegaram a interditar completamente a estrada - ainda exalavam cheiro de queimado. O ataque ocorreu perto de Hizerta, a única cidade xiita nos 75 km entre Zahle, capital do Estado do Bekaa, e Beirute, pela estrada secundária. Os ataques convenceram
dois jovens casais de El-Bireh, nascidos no Brasil, a levar adiante os
planos de deixar o Líbano nos comboios brasileiros. A gente
quase morreu de medo, disse Hanan Osman, de 27 anos, nascida em
São Paulo. Ela deve apresentar-se hoje em Sultan Yaaqub, onde o
diplomata Ruy Amaral organiza a retirada, com os filhos Salem, de 2, Majid,
de 6, e Abdul, de 7, para juntar-se ao próximo comboio de ônibus,
programado para amanhã. O mesmo fará sua cunhada Fátima
Ahmad Khalil, 28 anos, nascida em Cubatão e grávida de 6
meses. Eles vão para casas de parentes no Brasil. Os maridos, os
irmãos Said Saadedin, de 31 anos, e Ferme, de 27, devem ficar para
cuidar da loja da família em El-Bireh. Tudo o que temos está
aqui, diz Ferme. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |