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Agora, tudo o que
eu quero é vencer a guerra |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quarta-feira,
9 agosto de 2006
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ZAHLE, VALE DO
BEKAA O bombardeio israelense do sul de Beirute, na segunda-feira, destruiu um edifício de dez andares de Saleh. Havia três dias, os três andares de escritórios e depósitos e os outros sete residenciais tinham sido esvaziados, diante do risco de serem atingidos pelos freqüentes ataques israelenses na área, um reduto do Hezbollah. Mas seu irmão, Khalil, saíra de lá duas horas antes do ataque. À pergunta sobre se vai pedir indenização a alguém, Saleh, que tem outros edifícios no oeste de Beirute, de predominância sunita, e uma distribuidora de roupas no Vale do Bekaa, responde: "Só quero agora ganhar a guerra." Ganhar como, se o Líbano não está na guerra?, pergunta o repórter. "O Hezbollah é o Líbano", responde Saleh. Indagado sobre se gosta do Hezbollah, o empresário xiita enfatiza: "Agora, sim. Até agora, o Hezbollah não atingiu uma criança, enquanto Israel está atacando crianças aqui", explica Saleh (na realidade, os foguetes do Hezbollah já mataram e feriram várias crianças em Israel). Na sua opinião, a culpa pelo que está acontecendo é da falta de união entre os árabes. "Foi isso que fortaleceu Israel ao longo de 50 anos." Mesmo assim, ele confia sua vingança ao braço armado de uma facção. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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