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Sul libanês
será cemitério de sionistas |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira,
10 agosto de 2006
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BEIRUTE Nasrallah afirmou
que o Hezbollah lançou ontem mais de 350 foguetes contra Israel,
e que mais de cem militares israelenses foram mortos desde o início
do conflito, dia 12. Segundo ele, Israel não consegue avançar
no Sul, e os combates ainda ocorrem em Ait al-Shaab, na fronteira. "Nós
poderíamos recuar, mas nossos combatentes não querem. A
resistência islâmica está fazendo milagre." Num tom de voz irreconhecivelmente
sereno e até afetuoso, que não lembra em nada o Nasrallah
que costuma esbravejar para a sua audiência xiita, o líder
explicou por que resistiu antes à substituição do
Hezbollah pelo Exército libanês: "Não é
que nós não confiemos no Exército. Tínhamos
receio de que, mal equipado, ele fosse destruído pelo inimigo.
Seria como colocá-lo na boca do dragão." Ele explicou
que Israel não consegue destruir o Hezbollah porque não
consegue encontrá-lo. Já com o Exército seria diferente.
Mas, prosseguiu Nasrallah,
o governo libanês achou que a solução seria enviar
o Exército para o Sul, e o Hezbollah apóia a idéia,
em nome da união nacional. "É melhor que uma força
internacional, cujo objetivo não sabemos qual é." Ele
acrescentou, no entanto, que a Finul, a força de observação
da ONU, pode continuar no Sul e apoiar o Exército. Ao mesmo tempo,
Nasrallah decretou disse que "não existe mais" a resolução
1559 da ONU, que determinou no ano passado a retirada das tropas sírias,
o destacamento do Exército libanês no Sul e o desarmamento
do Hezbollah. "Ela foi feita só para abrir caminho para essa
invasão israelense." "Quero mandar
uma mensagem a Haifa", disse Nasrallah, referindo-se ao ataque com
foguetes Katiucha que matou 15 pessoas e feriu 180, no domingo. "Estamos
de luto por suas mortes como estamos pelas nossas. Quero que vocês
saiam de Haifa e evitem mais sofrimento." Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |