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Antes do cessar-fogo, escalada
de ataques |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Segunda-feira,
14 agosto de 2006
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BEIRUTE Um dia depois de o
Hezbollah e o governo libanês acatarem a resolução
da ONU, e no mesmo dia em que o gabinete israelense também a aceitou,
os bombardeios aéreos, os disparos de foguetes Katiucha e os combates
terrestres estiveram entre os mais intensos desde o início do conflito,
há um mês. A escalada ocorreu horas antes de entrar em vigor,
às 7h de hoje (1h em Brasília) uma "suspensão
de hostilidades", prevista na resolução da ONU. Os
dois lados anunciaram que não vão atacar, mas seguirão
"defendendo-se". Os militares israelenses
anunciaram ter realizado mais de 100 ataques aéreos ao Líbano
entre as noites de sexta e sábado, incluindo mais de 50 postos
de comando do Hezbollah, dois lançadores de mísseis e dois
veículos carregando armas da Síria para o Vale do Bekaa
- onde fica o reduto militar do Hezbollah, na cidade de Baalbeck. O Hezbollah lançou
mais de 250 foguetes contra o norte de Israel, matando um homem de 70
anos e ferindo pelo menos 91 pessoas. De acordo com autoridades libanesas,
Israel atacou mais de 50 aldeias e cidades, matando oito pessoas no Sul
do Líbano e sete no Vale do Bekaa, na região leste do país.
Segundo emissoras
de rádio libanesas, entre os mortos estão um soldado do
Exército do Líbano atingido por um míssil numa estrada
e outros cinco numa base militar, no Vale do Bekaa. A partir das 14h45
(8h45 em Brasília), os aviões israelenses voltaram a bombardear
os bairros da região de Dahye, ao sul de Beirute, onde se concentra
a população xiita (Reduto
do Hezbollah é agora pó e entulho). Os ataques
destruíram 11 edifícios residenciais e, segundo testemunhas
citadas pela Reuters, mataram duas crianças. O conflito, iniciado no dia 12 de julho, já matou 1.082 libaneses e 144 israelenses. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |