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Com o fim da guerra, começa
a volta |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Terça-feira,
15 agosto de 2006
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TIRO, SUL DO LÍBANO Eles não quiseram
esperar para ver se era mesmo para valer. Ansiosos por voltar para suas
casas, milhares de libaneses pegaram as estradas ontem em direção
ao sul, a partir das 7h (1h em Brasília), quando entrou em vigor
o cessar-fogo previsto na resolução da ONU aprovada na noite
de sexta-feira e acatado tanto por Israel quanto pelo Hezbollah. Apenas
escaramuças menores ocorreram ontem; nada comparável com
os intensos bombardeios e combates que duraram 33 dias. O outro traz uma caricatura
do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, fazendo um castelo de
areia. "A maneira de agir do Hezbollah foi o que destruiu o Líbano",
diz o panfleto, citando a letra de uma música famosa da cantora
libanesa Majda al-Roumi: "Ele me constrói um castelo de ilusão.
Eu moro nele por alguns momentos e quando volto para minha mesa não
tenho nada... só palavras." À tarde, o
Hezbollah contra-atacou. Nos entroncamentos das estradas que levam para
o Sul, congestionadas de carros que negociavam a passagem pelos desvios
de uma só mão das pontes, viadutos e trechos de estradas
destruídos pelos bombardeios israelenses, jovens distribuíam
pôsteres com uma foto de Nasrallah e a frase em inglês: "A
vitória divina" (tradução literal de "Nasrallah").
Às 20h, Nasrallah
fez mais um de seus pronunciamentos de 40 minutos transmitidos na íntegra
pelos telejornais, quando proclamou "uma vitória estratégica
e histórica" e prometeu ajudar a reconstruir as casas destruídas:
"Não dá para esperar o governo libanês. A burocracia
é muito lenta." Apesar do caos nas
estradas, os libaneses demonstravam contentamento, nos carros e vans apinhados
de gente, colchonetes e roupas. Muitos traziam a bandeira amarela e verde
do Hezbollah, com um fuzil como símbolo, e faziam o "V"
da vitória com os dedos. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |