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'Ocuparemos praças
até obter o que queremos' |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira,
7 de dezembro de 2006
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BEIRUTE Cercada por grades, tanques e soldados, a área litorânea de Beirute onde fica o Parlamento está irreconhecível. Na área cheia de restaurantes e cafés elegantes, agora só circulam militares. O Parlamento está às moscas, desde que o Hezbollah e seus aliados iniciaram o bloqueio ao governo, na sexta-feira. Nessa atmosfera lúgubre, o líder da oposição no Parlamento, Mohamed Raad, deputado pelo Hezbollah, recebeu ontem o Estado em seu gabinete. Raad, de 52 anos, um homem corpulento cujo sobrenome significa 'trovão', explicou as condições para que a oposição devolva o país à normalidade. Que condição
vocês impõem para pôr fim ao bloqueio? Vocês saíram
do governo por causa da aprovação do tribunal internacional
para julgar os suspeitos de matar o ex-premiê Rafic Hariri? Qual a solução
para o impasse? Até onde
vocês vão chegar? Pacificamente? Vocês querem
também uma mudança na distribuição constitucional
de cadeiras entre os grupos religiosos no Parlamento? Mas, com o aumento
da população xiita, a divisão de metade das cadeiras
para os cristãos e a outra metade para todos os muçulmanos
não cria uma situação artificial? O Hezbollah não
perdeu popularidade ao fornecer uma justificativa para Israel destruir
parte do país? Mas o Hezbollah
faz o jogo da Síria, que poderia ser culpada pela morte de Hariri,
e do Irã, cujo programa nuclear enfrentaria um prazo final em agosto. Vai haver guerra
civil? Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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