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López Obrador
perde apoio dentro do próprio partido |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Sábado,
9 de setembro de 2006
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CIDADE DO MÉXICO "O presidente
não vai ficar em Dolores", disse Rubén Aguilar, porta-voz
de Fox, referindo-se à residência oficial, onde o presidente
tem passado a maior parte do tempo, enquanto os oposicionistas ocupam
a praça em frente ao palácio do governo, há 40 dias.
"Vamos estar no Zócalo (como é conhecida a praça
central) para dar o grito na noite do dia 15 e celebrar a independência
no dia 16", assegurou o porta-voz, confirmando o ritual de todos
os anos. Já o porta-voz
do líder oposicionista, César Yañes, informou ao
Estado que López Obrador anunciará sua decisão
de ficar ou desocupar a praça no domingo, às 11h, em uma
de suas "assembléias informativas" aos seus simpatizantes.
"Até agora, a postura continua a mesma", disse Yañes,
sem querer antecipar qual será a decisão. "Há
os que defendem levantar (acampamento) e os que querem continuar." A preocupação
maior é com um eventual choque entre os oposicionistas e o Exército,
que tradicionalmente desce a Avenida da Reforma, uma das principais artérias
da capital, atualmente tomada pelas barracas dos manifestantes, até
o Zócalo. Os militares iniciaram ontem os preparativos para a parada
militar. "Imagino que López Obrador não vai querer
um confronto com o Exército", disse a cientista política
Rossana Fuentes Berain, do Instituto Tecnológico Autônomo
do México. "Há muitas décadas que o México
não tem uma história de choque entre as Forças Armadas
e a população civil." Num sinal de distanciamento
da cruzada de López Obrador contra as instituições,
o seu Partido da Revolução Democrática firmou na
quinta-feira um acordo com as bancadas do governo pelo qual poderá
participar do rodízio anual na presidência da Câmara
dos Deputados. Foi aprovada uma reforma no regimento interno reduzindo
de 25% para 20% o mínimo de cadeiras para que uma bancada possa
exercer a presidência, abrindo caminho para sua participação. Até então,
seguindo a orientação de López Obrador, o PRD se
colocava contra a reforma. "Isso foi uma armadilha enorme",
protestou o porta-voz de López Obrador. "Por tradição,
já tínhamos direito ao cargo, sem necessidade de acordo."
À pergunta sobre se o acordo aborreceu López Obrador, o
porta-voz respondeu: "Não aprovou nem questionou. Não
tratamos do assunto." O PRD, no entanto, deixou o plenário
quando a maioria governista aprovou a diplomação do presidente
eleito, Felipe Calderón, que venceu López Obrador por uma
margem de apenas 233 mil votos (0,56%). Já a Convergencia, um dos
três partidos que formam a frente de oposição, continuou
no plenário, num sinal de fissura no interior da coalizão.
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