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Calderón
reúne 35 mil partidários e celebra vitória |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Domingo,
10 de setembro de 2006
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CIDADE DO MÉXICO Com a Praça
da Constituição, epicentro das manifestações
cívicas, tomada pelos adversários, Calderón reuniu
seus correligionários na Praça de Touros México,
a maior do mundo, com capacidade para 40 mil pessoas. Estima-se que havia
ali 35 mil, entre os correligionários trazidos em ônibus
pelo partido e moradores da capital, incluindo simpatizantes de classe
média e alta. "A confrontação
ficou para trás, terminou o 2 de julho", discursou Calderón.
"Nossos adversários já pertencem ao passado. Derrotamos
o passado, que ameaçava o México com uma amarga confrontação,
com ódio e rancor. Frente a esse passado de violência, que
despreza a lei e agride as instituições, ganhou o México
das instituições, ganhou a democracia." O presidente eleito,
cuja posse está marcada para 1.º de dezembro, voltou a convidar
a oposição para um governo de união nacional, sobre
a palataforma da "luta contra a pobreza, o resgate da segurança
pública e a criação de empregos". "Ele é bem preparado, será bom para nossa economia, é humano e une a família", enumerou Silvia Aguirre, de 49 anos, professora primária em Guadalajara, que enfrentou oito horas de viagem na noite de sábado para domingo, num ônibus fretado pelo deputado Bernardo Guzmán, do PAN. Terminada a manifestação,
às 13h, ela se preparava para encarar mais oito horas de viagem
de volta. PELA PAZ "Por que nos
confrontarmos, se todos somos mexicanos?", perguntava um cartaz distribuído
durante o ato, promovido por uma frente apoiadas por sindicatos, empresários,
conselhos de profissionais liberais, grupos da Igreja e organizações
não-governamentais, chamada Sociedade em Movimento. "Não
nos dividamos! O México é um só!" O ato ocorreu
também em outras cidades. Apesar de seu caráter independente,
o movimento favorece Calderón, já que seus organizadores
argumentam que "os votos já foram contados um por um, urna
por urna", como quer López Obrador. Além da suposta
fraude na contagem de votos, a oposição reclama também
da ingerência do presidente Vicente Fox, que advertiu que não
se devia "trocar de cavaleiro no meio do rio", e que o país
devia evitar seguir "por esse caminho", quando López
Obrador encabeçava as pesquisas com folgada margem. Os oposicionistas
denunciaram ainda comerciais de TV pró-Calderón financiados
por grupos empresariais, o que também é contra a lei. Em
decisão anunciada na terça-feira, o Tribunal Eleitoral Federal
reconheceu as irregularidades na campanha, mas concluiu que elas não
justificavam a anulação do pleito. |
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