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Mortes por gripe
sobem de 29 para 42 no México |
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| LOURIVAL
SANTANNA Enviado especial |
Quinta-feira,
7 de maio de 2009
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CIDADE DO MÉXICO O ministro havia informado
na terça-feira que 37 casos de pessoas que morreram com sintomas
da gripe suína aguardavam exame laboratorial; 74 deram negativo
e de 77 não foram retiradas amostras, de maneira que nunca se saberia
se morreram da doença. Segundo Córdova, embora a Organização
Mundial de Saúde tenha declarado nível 5 de alerta, o governo
mexicano implantou o nível 6, o mais alto, quando se observa pandemia
(contágio em várias regiões do mundo). Além da diminuição
do aparecimento de casos, eles se mostram mais brandos, disse o ministro:
em vez de sete dias de internação, como padrão, ela
tem durado, em média, um dia e meio. Mas o presidente Felipe Calderón
fez um apelo ontem para que os mexicanos "ainda não cantem
vitória", e advertiu que novos casos surgirão. Um avião fretado
pelo governo do México trazendo 138 mexicanos da China pousou ontem
no aeroporto da Cidade do México, depois de embarcarem em Pequim,
Guangzhou e Hong Kong. Desses, 71 estavam sob quarentena em hospitais
e hotéis na China, embora não apresentassem sintomas da
gripe suína, segundo as autoridades mexicanas. Havia várias
crianças entre os passageiros, que se queixaram de "discriminação"
e de terem ficado cinco horas sem receber sequer água. "É injusto
que, por termos sido honestos e transparentes com o mundo, alguns países
e lugares adotaram medidas repressivas e discriminatórias devido
à ignorância e à desinformação",
criticou Calderón. Cerca de 70 cidadãos chineses embarcaram
na terça-feira na Cidade do México e outros 30 em Tijuana,
na fronteira com os Estados Unidos, num avião fretado pelo governo
chinês, em direção a Xangai, onde também seriam
colocados sob quarentena. Desde o anúncio da epidemia pelo governo, dia 23, boa parte do país mergulhou numa semiparalisia, com as escolas e atividades econômicas não-essenciais fechadas por decreto. Não foi como se a Cidade do México, uma das maiores do mundo, ao lado de Tóquio e São Paulo, tivesse caído da cama ontem. Ela foi despertando lentamente, como de um pesadelo, depois de duas semanas de confinamento. O trânsito intensificou-se, mas só deve atingir o caos habitual na segunda-feira, quando recomeçam as aulas no ensino básico e secundário. No horário
do rush, às 7 horas, o metrô tinha ontem o movimento de um
feriado, ou 40% de um dia de semana, estimou um funcionário. Cerca
de metade dos passageiros usava máscaras cirúrgicas, distribuídas
por agentes de saúde nas estações de metrô.
Formavam-se filas e elas acabavam rapidamente. "A sensação é a de estar saindo do cativeiro", disse Adam Lula, de 29 anos, enquanto chegava à Universidade Nacional Autônoma do México, para pegar seu diploma de letras. As universidades reabriram ontem, mas as aulas só recomeçam hoje. "Como estudante de medicina, senti-me impotente, sem poder ajudar", disse Augusto Trujillo, de 22 anos, que está no quarto ano de medicina, e não saía de casa desde o anúncio da epidemia. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |