As pessoas não morrem por falta de metas, diz representante dos EUA

Americanos se esforçam por explicar por que não desejam a inclusão de metas no Plano de Implementação

JOHANNESBURG -As pessoas não morrem por falta de metas. Elas morrem por falta de nutrição. A pérola é do subsecretário de Agricultura dos Estados Unidos, James Moseley, no esforço para explicar por que seu país não deseja a inclusão de metas no Plano de Implementação da Agenda 21, que está em discussão em Johannesburgo.

A declaração foi feita durante a apresentação da Parceria dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Sustentável, que prevê parcerias com governos, empresas e organizações não-governamentais. “A resposta para a pobreza é construir capacidade, para que (os países pobres) não precisem mais de assistência econômica”, explicou Moseley. A posição americana é duramente criticada por outros países, que consideram que um “plano de implementação” implica metas e prazos definidos.

“Eu me sinto muito desconfortável com a posição dos Estados Unidos”, declarou em entrevista o economista Jeffrey Sachs, professor em Harvard e assessor especial do secretário-geral da ONU. “Enquanto quase todo o mundo está aqui discutindo desenvolvimento sustentável, os EUA estão discutindo como fazer uma guerra contra o Iraque.”

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