Jack sonha fazer MBA

Jack entrou na Casa do Zezinho aos 12 anos porque lá tinha três refeições por dia, enquanto na sua casa só almoçavam feijão com arroz.


Os cursos que fez lá “abriram a mente” de Jack, cujo pai é manobrista de uma churrascaria e a mãe, empregada doméstica.

Primeiro, Jack viu que tinha de completar o ensino médio. Uma viagem de dez dias para a Alemanha em 2000 – a convite de empresas alemãs parceiras da Casa do Zezinho – o despertou para a área de turismo. Veio o sonho da faculdade, na forma de uma parceria entre a Casa do Zezinho e a Unisa.

Apesar da escola fraca em que estudava, com as aulas de reforço dadas por voluntários, Jack conseguiu passar no vestibular de Turismo. “Nunca pensei que um dia viajaria para outro país ou faria faculdade”, diz Jack. Aos 26 anos, ele ganha R$ 1 mil numa agência de viagens – o dobro do que ganham seu pai e sua mãe.

E tem planos de cursar um MBA no Canadá. “Vou fazer, com certeza.” As histórias em torno de Jack são diferentes. Mais de dez amigos de infância morreram, envolvidos com drogas e crimes. “Eles não tiveram caráter”, julga Jack. “As dificuldades não justificam.”


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