Diferenças entre países dificultam atuação conjunta

ESTOCOLMO – Na quinta-feira, o produtor de TV aposentado Tomas Löfdahl aproveita o sol de 2 graus positivos e sai para caminhar.

 

Passa na frente do Grand Hotel, onde policiais preparam a segurança da Cúpula, e quer saber o que haverá lá. Diante da explicação e da pergunta sobre o que acha da Terceira Via, diz: “Depois que são eleitos, os social-democratas vão para a direita e os conservadores, para a esquerda.”

A fórmula de Löfdahl descreve o pêndulo do pós-guerra fria. Os governantes da Terceira Via reunidos em Estocolmo estão em busca justamente do ponto de equilíbrio entre o mercado sem regras e o Estado patrimonial e intervencionista. Mas isso significa coisas muito diferentes para países tão diversos.

O economista Svante Hoek, de 60 anos, que trabalhou a vida toda na IBM, queixa-se da perda de competitividade da Suécia e vê sinais de declínio no padrão de vida. “Temos regulamentação demais e um mercado de trabalho muito rígido”, critica. Em setembro, Löfdahl e ele votarão no Partido Moderado, conservador e de oposição.

 

Os suecos já não confiam que a previdência tenha dinheiro para pagar suas aposentadorias. Mas a saúde e a educação públicas ainda são de primeira linha e o déficit fiscal e a inflação deixaram de ser problema há quase uma década. O exemplo sueco é excepcional, mas as realidades de Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Holanda, para citar países ricos representados na cúpula são muito diferentes das dos pobres: Brasil, Chile, África do Sul e Polônia.

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