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Custo da lentidão: R$ 33 bilhões |
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LOURIVAL SANTANNA |
Domingo,
17 de janeiro de 2010
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Assim como Renata
Santiago poderia estar fazendo faculdade para aumentar sua renda e abrir
novos horizontes em sua vida, milhões de moradores de São
Paulo poderiam produzir mais, consumir, descansar e divertir-se, em vez
de estar no transporte público ou em seus carros: em São
Paulo há 6,5 milhões de usuários de ônibus,
que realizam 11 milhões de viagens por dia, além de 4 milhões
de metrô e 2 milhões de trem, e dos 6 milhões de automóveis
registrados na cidade. De acordo com cálculo
do economista Marcos Cintra, secretário municipal do Trabalho e
professor da Fundação Getúlio Vargas, o "custo
de oportunidade" dos congestionamentos na cidade de São Paulo,
ou seja, o que a população empregada deixa de produzir,
somou R$ 26,6 bilhões em 2008. A conta foi feita com base na renda
per capita, na quilometragem da lentidão e número de carros
e ônibus presos nela. Além disso, o custo adicional de combustível
e dos problemas de saúde causados pela emissão a mais de
poluentes representou outros R$ 6,5 bilhões no ano passado. O total, R$ 33,1 bilhões,
supera os cerca de R$ 30 bilhões investidos no metrô de São
Paulo ao longo de quatro décadas. Com esse dinheiro, daria para
construir, hoje, 176,5 km de metrô em São Paulo. A rede tem
atualmente 61,3 km. Para expandi-la para 80 km, construir outros 80 km
de trens de superfície, novos corredores de ônibus e metrô
leve, o governo do Estado está investindo R$ 21 bilhões
entre 2007 e 2010. O geógrafo
Renato Balbim, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
alerta que o problema tende a se agravar muito ainda. "O Brasil está
em processo de desenvolvimento. Cada vez mais gente fará universidade,
haverá mais emprego e mais renda", aposta o pesquisador. "As
pessoas estão só começando a circular". Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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