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No
mausoléu de Ataturk, turcos reagem com frieza à visita |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Quarta-feira,
29 de novembro de 2006
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ANCARA Como muçulmano,
espero que o papa faça um apelo pela paz entre as duas religiões,
declarou o sargento reformado Messut Olgaç, um sargento reformado
de 87 anos. Qualquer mal-entendido pode levar a uma guerra. Sou
militar, mas não quero guerra. Estou aqui por
causa do mausoléu de nosso Ataturk, não do papa, disse
Suleiman Simsek, de 22 anos, funcionário de uma empresa americana
e estudante de administração. Ele é apenas
um líder cristão, não representa nada para mim.
Sobre a citação crítica ao profeta Maomé que
o papa fez em setembro, Simsek foi sucinto: De acordo com nossa
crença, Deus fará o melhor para castigá-lo. Viemos visitar o mausoléu, disse Hakki Alttun, de 45 anos, agricultor da região de Karsi, no sudeste da Turquia. Sabíamos que o papa estaria aqui, mas, como nosso governo disse que ele era bem-vindo, achamos que não havia problema em virmos, continuou o agricultor, ao lado de sua mulher, com o tradicional lenço islâmico na cabeça. Ele merece respeito, desde que respeite nossa religião. Não deviam falar mal de nossa religião, se nós respeitamos a religião deles, concluiu Alttun, afastando-se rapidamente, enquanto agentes de segurança se aproximavam para repetir ao repórter do Estado que estavam proibidas entrevistas na área do mausoléu. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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