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Separação entre cristãos é um 'escândalo', afirma o papa |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sexta-feira,
1.º de dezembro de 2006
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ISTAMBUL O papa Bento XVI qualificou
ontem de escândalo as divisões que existem entre os
cristãos, e propôs ao patriarca Bartolomeu I a união
entre católicos e ortodoxos para combater o secularismo. Chamando
Istambul de Constantinopla, o nome que a cidade tinha sob
domínio do império bizantino (até a conquista islâmica
de 1453), o papa evocou a união de Pedro e de seu irmão
André, os dois apóstolos tidos como fundadores das igrejas
católica e ortodoxa, respectivamente. Minha presença
aqui hoje tem como objetivo renovar nosso compromisso de avançar
em direção ao restabelecimento pela graça
de Deus da comunhão total entre a Igreja de Roma e a de
Constantinopla, disse Bento XVI, cuja visita ao patriarca coincidiu
com o dia de Santo André. As duas igrejas se separaram em 1054.
Durante a homilia de uma missa co-celebrada ontem de manhã no patriarcado
ortodoxo, Bento XVI lembrou que Jesus chamou os irmãos Pedro e
André de pescadores de homens. Ele disse que essa
tarefa se torna mais urgente e necessária, não só
naquelas culturas tocadas apenas marginalmente pela mensagem do
Evangelho, mas também em culturas européias profundamente
enraizadas na tradição cristã, enfraquecidas pelo
processo de secularização. O papa recorreu à tese central de sua conferência de setembro na Universidade de Regensburg (Alemanha), que se referia à relação entre o cristianismo e a racionalidade, embora tenha ficado famosa pela menção a Maomé. Temos de ser profundamente gratos pela herança que emergiu do encontro frutífero entre a mensagem cristã e a cultura helênica, disse ele. Bartolomeu, líder dos ortodoxos gregos, mas reconhecido pelo Vaticano como primaz de todos 250 milhões de ortodoxos, também rezou pela restauração da comunhão total entre as duas igrejas, que constitui Sua vontade e ordem divinas. De uma população de 72 milhões de pessoas, há na Turquia 65 mil ortodoxos armênios, 2 mil ortodoxos gregos, 20 mil católicos romanos e 3.500 protestantes. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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