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Turquia 'tem liberdade de culto, não de religião' |
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LOURIVAL
SANTANNA |
Sábado,
2 de dezembro de 2006
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ISTAMBUL Na Turquia, existe
liberdade de culto, não de religião. A definição
é do padre francês Louis Pelâtre, da Catedral do Espírito
Santo, em Istambul, onde o papa Bento XVI rezou ontem sua última
missa no país. Religião é mais que culto,
disse o padre católico. Podemos fazer o que quisermos dentro
da igreja, mas não temos o direito de nos associar livremente.
Somos muito vigiados. Na Turquia, existe
uma polícia para as minorias. Segundo eles, é para
nos proteger, mas, se fôssemos cidadãos normais, por que
isso seria necessário?, questiona o padre salesiano de 66
anos, na Turquia há 35. Não temos personalidade jurídica.
Não existimos juridicamente, e não temos direito à
propriedade. Esse é o maior problema. O Estado confisca
o patrimônio deixado para as igrejas cristãs pelos fiéis
ao morrer. Vários casos foram levados à Corte Européia
de Direitos Humanos, que tem obrigado o governo a entregar a herança
doada para as igrejas, mas depois de um longo processo. Outro problema, segundo
o padre, é a falta de vocação dos jovens para seguir
o sacerdócio. Em geral descendentes de estrangeiros franceses,
italianos, armênios, sírios , os jovens deixam a Turquia
ou não se importam com a religião, e a paróquia é
composta predominantemente por gente mais velha. A igreja estima que
haja 25 mil católicos na Turquia. Os ortodoxos armênios somam
65 mil, os ortodoxos gregos, 2 mil, e há ainda 3.500 protestantes.
Nas missas dominicais em inglês para filipinos e outros anglófilos
-, costumam vir cerca de 80 fiéis à catedral; nas em francês,
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