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Brasil
e Venezuela contra o contrabando |
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LOURIVAL SANTANNA |
Terça-feira,
13 de dezembro de 2005
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Os governos do Brasil e da Venezuela estudam uma solução para o problema do contrabando de combustível na fronteira entre os dois países, mostrado em reportagem do Estado no domingo. O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, chamou o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, para uma reunião hoje em Brasília, para discutir o problema. A idéia é estabelecer um preço intermediário entre o cobrado na Venezuela e no Brasil. A diferença iria para um fundo de desenvolvimento e integração da região de fronteira entre os dois países. A própria sociedade vai cuidar para que a gasolina não seja mais contrabandeada, aposta Rondeau. A proposta partiu do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e foi apresentada ao ministro brasileiro segunda-feira da semana passada, durante reunião na sede da PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, em Caracas. O assunto continuou a ser discutido na cúpula do Mercosul em Montevidéu, na sexta-feira, da qual participou o presidente da Venezuela, que aspira a ingressar no bloco comercial. Na reunião de cúpula, foi esboçado um termo de compromisso para o convênio, e criado um grupo de trabalho para discutir os seus detalhes. A idéia ainda está num estágio muito incipiente, afirmou Silas Rondeau ao Estado. Um convênio desse tipo já vigora na fronteira da Venezuela com a Colômbia. O litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,07 na Venezuela e o do óleo diesel, a R$ 0,05. Para os brasileiros, a gasolina é vendida a R$ 0,20 em Santa Elena de Uairén, a cidade venezuelana na fronteira com o Brasil ainda assim, uma diferença brutal em relação ao preço brasileiro. Nos postos de Boa Vista, a capital de Roraima, a 225 quilômetros da fronteira, o litro da gasolina é vendido em torno de R$ 2,90. A diferença criou uma rota de contrabando na fronteira, envolvendo mais de 500 automóveis e caminhões venezuelanos e brasileiros. O sindicato dos postos de Boa Vista estima que 45% da gasolina consumida na cidade seja proveniente do contrabando. De acordo com o ministro, o grupo de trabalho ouvirá o governo e as lideranças de Roraima. Precisamos olhar isso com mais cuidado, declarou Rondeau. A modalidade de exportação do combustível ainda não foi definida. Mas o ministro acredita que poderá ser usado o convênio existente entre a Petrobrás e a PDVSA, pelo qual a estatal brasileira mantém rede de postos na Venezuela e a venezuelana, no Brasil. Conforme mostrou o
Estado no domingo, as economias de Pacaraima, do lado brasileiro,
e de Santa Elena de Uairén são movidas a contrabando de
gasolina. Uma
operação da Receita Federal reduziu o contrabando em outubro,
mas foi suspensa
em novembro, com a retirada, pelo governo de Roraima, do apoio das polícias
civil e militar, atendendo a pedido de Paulo César Quartiero, o
prefeito de
Pacaraima, cujo comércio ficara virtualmente paralisado. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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