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'Chávez
ressuscitou no terceiro dia' |
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LOURIVAL SANTANNA |
Segunda-feira,
15 de abril de 2002
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CARACAS As manifestações
de indignação, arruaças e intimidações
promovidas no sábado pelos simpatizantes de Hugo Chávez
deram lugar ontem a uma festa na frente do Palácio Miraflores.
Ao som do oropo, a música típica dos Llanos, região
natal de Chávez, centenas de pessoas foram demonstrar sua alegria
- e a mística que prende o presidente aos setores mais pobres da
"Os oligarcas odeiam Chávez porque ele quer aos pobres", explicou Sónia Sanguino, presidenta da Associação de Vendedores da Economia Informal da Rua San Martín. Ela conta que os 2 milhões de camelôs eram maltratados pelos presidentes anteriores, Carlos Andrés Pérez e Rafael Caldera. "Chávez nos deixou trabalhar tranqüilos nas ruas de Caracas." O comerciante José
Luis Caguarupa garante que é mentirosa a versão de que agentes
do governo "As Forças
Armadas não são instruídas a reprimir o povo, mas
apenas a manter a ordem", disse Jimmy Rojas, ex-soldado da Guarda
Nacional. "O problema é que há grupos infiltrados.
Acredito que haverá investigação e os culpados terão
de pagar pelo que fizeram." Os incidentes, que deixaram 15 mortos
e 350 feridos, foram o pretexto usado pela cúpula das Forças
Armadas para "Ele é
o primeiro presidente da história que entrou no coração
dos venezuelanos", garantiu Omaíra Reyes, líder comunitária
na periferia de Caracas. "É claro que houve falhas. A Venezuela
foi muito destruída pelos bandidos que governaram o país
nos últimos 40 anos." Omaíra trabalha no |
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