Caracas envia gasolina para a Guiana

LOURIVAL SANT’ANNA
Enviado especial

Quinta-feira, 22 de novembro de 2007

CARACAS

O governo venezuelano aplacou a ansiedade da Guiana por explicações sobre uma ação militar que supostamente invadiu seu território com um navio carregado de 16 mil barris de gasolina, para o pequeno país vizinho superar uma crise de abastecimento. O embaixador da Venezuela em Georgetown, Darío Morandy, disse ao jornal El Universal, de Caracas, que o governo da Guiana concordou em esperar até hoje, quando retorna de viagem o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

Caracas não tem pressa. Segundo o embaixador, Maduro deve "dar as instruções respectivas e nomear a comissão venezuelana que se engajaria ao estudo do incidente". De sua parte, o chanceler da Guiana, Rudolph Insanally, declarou ao jornal que, se o país não receber uma resposta "satisfatória" da Venezuela, poderá recorrer à ONU. Há uma semana, o Exército da Venezuela destruiu duas dragas de extração de ouro na fronteira, alegando que estavam em seu território. Já a Guiana suspeita que a ação possa ter ocorrido do seu lado da fronteira.

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