|
Venezuela convoca embaixador na Colômbia |
|
|
LOURIVAL SANTANNA |
Quarta-feira,
28 de novembro de 2007
|
|
CARACAS O governo da Venezuela
mandou chamar seu embaixador na Colômbia, Pável Rondón,
para consultas em Caracas, depois da troca de acusações
entre os presidentes dos dois países, e da ameaça de Hugo
Chávez de "congelar as relações" com o
país vizinho. Segundo comunicado da Chancelaria em Caracas, o embaixador
foi chamado para "proceder a uma avaliação exaustiva
das relações bilaterais". De sua parte, o chanceler
colombiano, Fernando Araújo, disse que o país não
chamará de volta o seu embaixador em Caracas. Sem citar a Venezuela,
o presidente colombiano, Álvaro Uribe, fez ontem um apelo "aos
países vizinhos", para que não apóiem as Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que ele chamou
de "grupo terrorista". Um telefonema de Chávez
ao comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, sem a autorização
de Uribe, levou o presidente colombiano a pôr fim à mediação
do venezuelano para a libertação de reféns das Farc,
em troca de guerrilheiros presos. Chávez acusou Uribe de "mentir"
sobre o episódio, alegando que o colombiano não lhe tinha
pedido para não telefonar ao comandante do Exército. Já
Uribe acusou Chávez de "expansionismo" e de querer "instalar
um governo sob influência das Farc" na Colômbia. O ministro da Fazenda
da Colômbia, Oscar Ivan Zuluaga, anunciou ontem a inclusão
no orçamento de 2008 da compra de US$ 1,6 bilhão em armamentos.
O ministro não especificou o equipamento a ser comprado, nem de
quem. Segundo ele, a aquisição já estava decidida
antes do entrevero com a Venezuela. De acordo com a Rádio Caracol,
é a maior compra de armamentos em um ano na história da
Colômbia. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
| Anterior |