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Comércio
com a Colômbia continua, apesar de insultos |
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LOURIVAL SANTANNA |
Sexta-feira,
30 de novembro de 2007
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CARACAS Chávez declarou
na quarta-feira que não teria mais relações com o
governo da Colômbia enquanto Uribe fosse presidente, por causa da
decisão do presidente colombiano de pôr fim ao seu papel
de mediador para a libertação de reféns das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mas não
explicou o nível de ruptura das relações. Mais tarde,
o chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, foi ainda mais vago: "Chamamos
de volta nosso embaixador em Bogotá e estamos em processo de análise
das relações de maneira integral. O presidente decidirá
a política e anunciará ao país." "O que Chávez
fez ontem (quarta-feira), segundo entendemos, foi repetir o pronunciamento
de domingo (no qual anunciou que colocava as relações no
'congelador')", disse Montealegre. "É um rompimento das
relações diplomáticas." Apesar de se declarar
"tranqüilo", o presidente da Câmara acrescentou:
"Nossa expectativa é que se solucione rápido a crise
e baixe o nível de angústia e de tensão entre os
investidores." O mandato atual de Uribe termina em 2010 e o de Chávez,
em 2012. O jornal El Nacional,
de Caracas, publicou ontem uma reportagem citando fontes do governo colombiano
segundo as quais a expectativa em Bogotá é de que se agrave
a crise. As fontes temem que o governo venezuelano tome medidas concretas,
a partir da semana que vem, para restringir o comércio e os investimentos
entre os dois países. Em abril do ano passado,
Chávez anunciou a saída da Venezuela da Comunidade Andina
de Nações (CAN), por causa de acordos bilaterais firmados
pela Colômbia e pelo Peru com os Estados Unidos. Mas a saída
leva cinco anos para entrar em vigor, depois do anúncio, e Chávez
vinha negociando o retorno à CAN. El Nacional ouviu
também fontes da chancelaria venezuelana, que disseram que não
se trata de "rompimento de relações", e sim de
"distanciamento entre Chávez e Uribe". Os dois confirmaram
presença hoje em Quito, para a abertura da Assembléia Constituinte
equatoriana. A Colômbia é
o segundo maior parceiro comercial da Venezuela, depois dos Estados Unidos.
O intercâmbio total se aproxima de US$ 6 bilhões, dos quais
mais de US$ 4 bilhões representam exportações da
Colômbia para a Venezuela. A Colômbia exporta para o país
vizinho autopeças, carne, frango, ovos, leite, confecções,
calçados, papel, papel-cartão e material elétrico,
e importa produtos petroquímicos e siderúrgicos. Além disso,
grandes grupos colombianos têm investimentos na Venezuela. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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