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Vídeos
de reféns podem ajudar Chávez |
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LOURIVAL SANTANNA |
Sábado,
1º de dezembro de 2007
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CARACAS O aparecimento das
provas de vida dos reféns pode favorecer Chávez no referendo
de amanhã sobre a reforma constitucional, estima Luis Vicente León,
diretor do Datanalisis, o principal instituto de pesquisas da Venezuela.
"Em princípio, não deveria ser nada impactante",
disse León ao Estado. "Mas tudo soma e ajuda Chávez
a dizer que estava fazendo a sua parte para libertar os reféns." "Lembre-se que
os ataques a Uribe têm sido vantajosos para Chávez, porque
ele busca aglutinar um importante grupo de chavistas que não gostam
da reforma constitucional", prosseguiu o pesquisador. "Ele busca
algo importante que os una." Na visão de León, "fica
claro que Chávez tinha razão" na briga com o presidente
da Colômbia, Álvaro Uribe. "Ele saiu da mediação
porque é incontrolável do ponto de vista diplomático,
não porque não estava conseguindo fazê-la." Uribe pôs fim
à mediação de Chávez no dia 21, depois que
o presidente venezuelano telefonou para o comandante do Exército
da Colômbia, general Mario Montoya, por intermédio da senadora
colombiana Piedad Córdoba, que também participava das negociações
com as Farc. Chávez voltava de uma reunião com o presidente
da França, Nicolas Sarkozy, que também atua na mediação,
por causa da ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt,
que tem nacionalidade francesa. Sarkozy cobrou de Chávez as prometidas
provas de vida dos reféns. Naquela noite, sem
saber que tinha sido retirado das negociações, Chávez
se vangloriou de seu papel de mediador, num discurso a 50 mil simpatizantes.
Uribe disse que havia negado permissão para Chávez falar
diretamente com o comandante. Chávez desmentiu essa versão,
e alegou que Uribe cedeu a pressões do governo americano, ao perceber
que ele ia conseguir a liberação de alguns reféns
já no início deste mês. Numa escalada sem precedentes nas relações entre os dois presidentes, que nunca foram muito boas, Uribe acusou Chávez de não estar preocupado com a vida dos reféns, mas de apoiar o "terrorismo" e de ter um projeto "expansionista". Chávez, por sua vez, chamou-o de "peão do imperialismo norte-americano" e jurou não ter mais relações com o governo colombiano enquanto Uribe, cujo mandato vai até 2010, for presidente. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |