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Baduel rejeita união política na região |
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LOURIVAL SANTANNA |
Domingo,
2 de dezembro de 2007
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CARACAS "Devemos ser
cuidadosos no uso dos recursos do petróleo para integrar e ajudar
os países irmãos, respeitando a sua autodeterminação",
afirmou Baduel, um dos fundadores, com Chávez, do Movimento Bolivariano
Revolucionário 200 (MBR-200). "Não devemos pôr
na frente aspirações pessoais, que perturbam a integração",
continuou o general, durante entrevista a jornalistas estrangeiros, respondendo
a uma pergunta sobre a disputa de liderança entre Chávez
e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região. "Nosso país
tem uma tremenda vocação pacifista", garantiu Baduel,
que como comandante da 42ª Brigada de Pára-Quedistas de Maracay
assegurou a volta de Chávez à presidência, durante
a intentona de 2002. "Se em algum momento se faz alarde sobre uma
postura expansionista da Venezuela, não é senão pela
incontinência verbal de alguém", prosseguiu, referindo-se
ao presidente. "Temos antecedentes
históricos, nos quais o Exército venezuelano ultrapassou
as fronteiras para os países vizinhos para lutar pela independência
deles, e isso segue presente hoje nas Forças Armadas e no povo",
argumentou Baduel. O general garantiu que a maciça compra de armamentos,
conduzida por ele como ministro da Defesa, tem por objetivo apenas substituir
equipamento já muito obsoleto. O general, de 52 anos,
que foi também comandante do Exército, e emerge agora como
um dos principais líderes da oposição, disse que
os militares rejeitam a vinculação das Forças Armadas
com a ideologia socialista, selada pela reforma constitucional. E não
descartou a possibilidade de vir a ser candidato a presidente na eleição
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