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Oposição
pede que venezuelanos votem |
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LOURIVAL SANTANNA |
Quinta-feira,
12 de fevereiro de 2009
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CARACAS "O voto é
secreto", garantiu ontem Miguel Otero, presidente do Movimento 2D
- Democracia e Liberdade, durante um evento no Colégio de Advogados
de Carabobo, no norte do país. "Em setores do governo, tem
sido dito aos trabalhadores que dependem do Estado que vão saber
como votaram e que vão perder seus empregos", continuou o
líder oposicionista, lembrando que há 4 milhões de
funcionários públicos entre os 17 milhões de eleitores
venezuelanos. "Mas isso é falso. Não existe nenhuma
possibilidade de averiguar por que opção votou cada eleitor." A ideia de que o governo
podia violar o sigilo do voto difundiu-se em 2004, quando circularam listas
de votação e denúncias de perseguição
a funcionários que votaram a favor da revogação do
mandato de Chávez. Em 2005, a oposição retirou-se
das eleições parlamentares, alegando que o sigilo não
era inviolável. Com isso, Chávez obteve apoio unânime
na Assembléia Nacional. O sistema de votação foi
aperfeiçoado, e a oposição deu-se conta de que as
suspeitas sobre ele a prejudicavam mais do que ajudavam. A Fedecámaras,
principal entidade empresarial do país, também fez ontem
um apelo para que os eleitores compareçam no domingo. Os empresários
se comprometeram a facilitar a saída de quem estiver trabalhando
no dia para ir votar. Chávez governa a Venezuela há dez
anos e seu atual mandato, o segundo sob a Constituição aprovada
em 1999, termina em 2012. No referendo de dezembro de 2007, a reforma
constitucional, que também introduzia a reeleição
indefinida, foi rejeitada por 50,71% a 49,29%. As últimas pesquisas,
feitas por quatro institutos diferentes, dão a vitória do
"sim" no domingo, por diferentes margens. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |