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Chávez
intensifica campanha pelo 'sim' |
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LOURIVAL SANTANNA |
Sexta-feira,
13 de fevereiro de 2009
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CARACAS "A partir de
15 de fevereiro, só o povo colocará e tirará governos",
celebrou o presidente, no cargo há dez anos. "A de domingo
será a vitória perfeita", previu Chávez, derrotado
por 50,71% a 49,29% noutro referendo com o mesmo intuito, em dezembro
de 2007. "Domingo vocês vão decidir meu destino político,
e se saberá se Hugo Chávez fica ou vai', dramatizou o presidente,
que disse que falaria pouco e discursou por 1h40. "Minha vida é
de vocês. Façam com ela o que vocês quiserem." Dezenas de milhares de pessoas tingiram de vermelho as avenidas do centro de Caracas para apoiar a emenda constitucional. A maioria trazia camisetas, bonés, coletes e bandeiras indicando que trabalham para algum órgão ou programa social do governo ou estudam em escolas públicas. Na Torre Ministerial,
que abriga os ministérios da Comunicação e Informação,
da Educação Superior e da Ciência e Tecnologia, funcionários
desciam os elevadores carregando fardos de camisetas vermelhas e de panfletos
defendendo o "sim" no referendo. Motociclistas circulavam entre
os manifestantes com distintivos, ao estilo FBI, do Ministério
da Participação e Proteção Social. A manifestação
coincidiu com o Dia da Juventude na Venezuela, onde o movimento estudantil
tem tido um papel central na resistência ao regime. "Apoio Chávez
porque sua política busca beneficiar os menos favorecidos",
disse o advogado Henry Ardila, de 28 anos, funcionário da PDVAL,
unidade da estatal petrolífera PDVSA que distribui alimentos subsidiados
com recursos do petróleo. A falta de alternância no poder
não incomoda Ardila: "A única forma de garantir a continuidade
é manter o mesmo indivíduo no governo." Como faz periodicamente,
Chávez denunciou na noite de quarta-feira mais uma tentativa de
golpe. O presidente afirmou que foram detidos "alguns militares ativos",
vinculados a um "militar prófugo nos Estados Unidos",
envolvidos numa chamada "Operação Independência".
Segundo ele, "estão tentando infiltrar o palácio presidencial
de Miraflores, mandando mensagens a unidades militares localizadas em
alguns Estados onde governa a oposição". Não
deu mais detalhes. Chávez aproveitou
o comício para garantir que seu governo não teve nada a
ver com o assalto e profanação à sinagoga de Maripérez,
em Caracas, no dia 31. O chanceler Nicolás Maduro reuniu-se com
líderes da comunidade judaica para assegurar o respaldo do governo
às investigações. Onze pessoas foram detidas, incluindo
oito policiais. Pela manhã,
Chávez condecorou com a Ordem Libertador Simón Bolívar
os jogadores da seleção sub-20, por se terem classificado
pela primeira vez na história venezuelana para disputar o mundial
no Egito. "Vão com esse fervor pátrio por cima de qualquer
circunstância, que os resultados serão sublimes", enalteceu
Chávez, chamando-os de "heróis nacionais". Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |