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Chávez
veta comício opositor em Caracas |
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LOURIVAL SANTANNA |
Sábado,
14 de fevereiro de 2009
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CARACAS "Trata-se da
campanha eleitoral mais desigual dos últimos anos, pelo abuso de
recursos públicos e pelo claro desvio das instituições
públicas", disse o líder oposicionista Leopoldo López.
"Não nos deram permissão para fechar a Avenida Bolívar,
mas não importa. Assim como nos disseram 'não', diremos
'não' no domingo." Na quinta-feira, enquanto o governo encerrava
sua campanha em Caracas, os oposicionistas, sobretudo estudantes universitários,
realizaram comícios em seis Estados. Em dezembro de 2007,
quando a reforma constitucional proposta por Chávez foi derrotada
por 50,71% a 49,29%, a oposição pôde medir forças
com o governo, ambos levando dezenas de milhares de pessoas para as ruas
de Caracas nas vésperas do referendo. O mesmo havia ocorrido noutras
disputas - foram 15 votações desde que Chávez assumiu
o poder, em 1999. Dessa vez, o Ministério de Relações
Interiores e Justiça e a prefeitura de Libertador, o distrito do
centro de Caracas, negaram oito pedidos de autorização da
oposição para realizar seu comício de encerramento.
O prefeito de Libertador, Jorge Rodríguez, acumula as funções
de coordenador da campanha em favor da emenda constitucional. De acordo com o líder
estudantil David Smolansky, 30 mil estudantes estarão mobilizados
no domingo para encorajar os eleitores a votarem e para fiscalizar a votação.
"Estamos chamando para votar 'não' pelo futuro, a esperança,
o progresso, a abertura dos diferentes espaços", declarou
o dirigente. "Para que não coloquem um teto sobre nós
e sejamos atores de nosso presente e futuro." A procuradora-geral
da República, Luisa Ortega Dias, confirmou ontem que civis podem
ser julgados por um tribunal militar, caso provoquem desordem durante
o referendo. "Geralmente, crimes cometidos por civis não são
julgados por militares", admitiu a procuradora, em resposta à
pergunta de um jornalista. "Mas um civil envolvido numa rebelião
armada pode ser submetido a um tribunal militar." A Constituição
de 1999, promulgada por Chávez, impede que civis sejam julgados
por tribunais militares, o que foi tido como um avanço democrático.
O general Jesús González, comandante do Plano República,
destinado a manter a ordem durante o referendo, declarou, no entanto,
que qualquer cidadão que "agrida ou ofenda" um soldado
poderia ser julgado por um tribunal militar. Oposicionistas e cientistas
políticos críticos ao governo viram na declaração
mais um sinal da militarização e do acirramento da repressão
na Venezuela. As quatro últimas
pesquisas de diferentes institutos previram a vitória do "sim"
no referendo, por margens que variam de 3 a 16 pontos. No comício
de quinta-feira, Chávez disse ter recebido pesquisas que confirmavam
seu favoritismo, sem dar detalhes. A divulgação de pesquisas
está proibida pela lei. Chávez elegeu-s presidente pela
primeira vez em 1998. Aprovou uma nova Constituição em 1999,
que prevê a reeleição, e elegeu-se de novo em 2000,
o que foi considerado como seu primeiro mandato de seis anos sob a nova
lei. Em 2006, reelegeu-se. Seu mandato vai até 2012. Mas Chávez
acredita que, sem ele, a sua "Revolução Boliviariana"
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