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Após
vitória, Chávez anuncia '3º ciclo da revolução
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LOURIVAL SANTANNA |
Terça-feira,
17 de fevereiro de 2009
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CARACAS "Com esta vitória,
começa o terceiro ciclo histórico da Revolução
Bolivariana, de 2009 a 2019", anunciou o presidente. "Estou
pronto. Abrimos as portas do futuro para continuar transitando o caminho
da dignidade do homem, da mulher, do povo, e esse caminho se chama socialismo."
Em discursos anteriores,
Chávez tinha se referido aos ciclos prévios. O primeiro
começa em 1989 com o Caracazo, a revolta popular contra o levantamento
de subsídios pelo presidente Carlos Andrés Pérez,
e termina com a posse de Chávez para o primeiro mandato, em 1999.
Nesse período, Chávez liderou, em 1992, uma tentativa fracassada
de golpe. Com sua chegada ao poder pelo voto, começa o segundo
ciclo, em vigor atualmente. Em seu inflamado pronunciamento
da noite de domingo, transmitido em cadeia de rádio e TV, Chávez
explicou que a eleição ilimitada institui a "pátria
eterna", baseada no socialismo. Segundo ele, a "revolução"
foi iniciada com a declaração da independência da
Venezuela, em 1811, por Simón Bolívar, e deve ser continuada
200 anos depois. A reeleição
ilimitada inaugura uma nova "doutrina constitucional", teorizou
ele, porque coloca nas mãos do povo a decisão sobre quem
deve exercer o poder. Todas essas considerações foram pontuadas
por gritos de "O comandante não vai embora", dos milhares
de partidários que se reuniram em frente à sacada do Palácio
Miraflores, de onde Chávez discursou logo depois do anúncio
de sua vitória pelo Conselho Nacional Eleitoral. O "sim"
venceu o referendo por 54% a 46% dos votos válidos. O comparecimento,
de 67%, foi alto para os padrões venezuelanos. Chávez já
havia tentado introduzir a reeleição ilimitada, junto com
outras reformas constitucionais que concentravam poder no governo central
e introduzia formas coletivas de propriedade, em referendo de dezembro
de 2007, quando o "não" venceu por 51% a 49%. Chávez relatou
que a primeira mensagem de felicitações veio do líder
cubano Fidel Castro. Ele leu: "Querido Hugo, felicidades para você
e para seu povo por uma vitória que por sua magnitude é
impossível medir." Na véspera, Fidel tinha escrito
um artigo afirmando que "o destino dos povos de 'Nossa América'
dependerá muito dessa vitória e será um fato que
influirá no resto do planeta". Chávez respondeu: "Essa
vitória é sua, também, Fidel, do povo cubano e dos
povos da América Latina." Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |