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Opositores
celebram redução de diferença |
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LOURIVAL SANTANNA |
Terça-feira,
17 de fevereiro de 2009
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CARACAS "Assumimos o
compromisso e juramos: eles poderão ter sua emenda, mas esta alternativa
a derrotará em 2012", afirmou Freddy Guevara, líder
estudantil que surgiu na campanha pelo "não" no referendo
de 2007, e que agora é membro do partido Um Novo Tempo. Omar Barboza, presidente
do partido Um Novo Tempo, lembrou que os oposicionistas, como "democratas",
aceitaram participar do referendo mesmo com o "vantagismo" -
o uso da máquina estatal em favor da campanha pelo "sim".
Ele observou também que Chávez foi reeleito em 2006 com
64% dos votos. "Hoje obtém 54%, ou seja, reduziu-se em 10%
o apoio do povo da Venezuela." O secretário-geral do partido
Primeiro Justiça, Tomás Guanipa, garantiu: "Longe de
nos sentirmos derrotados, o que sentimos é maior amor pela Venezuela."
E acrescentou que "5 milhões de pessoas venceram a chantagem
e o amedrontamento". Pertence à
frente oposicionista também o Podemos, que apoiava Chávez
e rompeu com o presidente quando ele propôs a reforma constitucional
de 2007, que, na visão do partido, desvirtuava a Constituição
de 1999. Seu líder, Ismael García, pediu a união
dos que "acreditavam que na via de quem hoje encabeça o governo
estava a solução dos problemas da pátria". García
chamou a atenção para o fato de que, com 45% dos votos,
a oposição poderá ocupar a "metade" da
Assembleia Nacional nas eleições do ano que vem. O Podemos
é o único partido de oposição com cadeiras
no Parlamento. Os outros boicotaram a eleição de 2005, afirmando
que o sigilo do voto não estava garantido. Além dos partidos
de oposição e do movimento estudantil, o empresariado também
forma uma frente contra o governo. O presidente do Conselho Nacional do
Comércio (Consecomercio), Nelson Maldonado, pediu ontem "desculpas
ao povo" por não terem sido capazes de explicar que "o
caminho da liberdade e do desenvolvimento" era o voto pelo "não".
"O caminho que escolheu o governo está levando à pobreza,
à miséria e ao desemprego", disse ele. Maldonado pôs
em dúvida o índice oficial de desemprego, de 6%, observando
que há muito "subemprego". E disse que a situação
econômica vai se deteriorar este ano, com a queda do preço
do petróleo. Copyright © O Estado de S. Paulo. Todos os direitos reservados |
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