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Acordo não muda relação com EUA, diz diplomata |
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LOURIVAL SANTANNA |
Domingo,
10 de junho de 2007
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Queremos ter acordo de acesso ao mercado com os Estados Unidos. Eles é que nunca quiseram. E isso é independente da Venezuela. É assim que uma fonte do Itamaraty responde às críticas segundo as quais a presença venezuelana no Mercosul fecharia as portas aos Estados Unidos. Além do mais, diz a fonte, os EUA seguem sendo os maiores parceiros comerciais da Venezuela, como importadores de petróleo e também como fornecedores de produtos. Isso, apesar de o
Brasil vir deslocando os Estados Unidos do mercado venezuelano, com a
substituição de produtos americanos por brasileiros, assinala
a fonte. Em 2003, as exportações do Brasil para a Venezuela
somaram US$ 600 milhões; no ano passado, saltaram para US$ 3,5
bilhões. Empresas brasileiras também têm sido beneficiadas
com contratos na Venezuela, Chávez
abusou, fez uma grosseria e fomos obrigados a responder, admite
a fonte, referindo-se ao ataque ao Congresso brasileiro. Acho que
ele ficou surpreso. O diplomata reconhece também que negociar
com os venezuelanos nem sempre é muito agradável. Tivemos
que dar uns apertões, conta ele. Dava a impressão
de que era o Mercosul que estava entrando na Venezuela. Eles PROBLEMINHAS
Assim como a Bolívia,
que de vez em quando nos dá uns probleminhas, o Brasil
tem de lidar com a Venezuela, que afinal é sua vizinha, raciocina
o diplomata. E a política brasileira, ao contrário da americana,
é integrar em vez de isolar os criadores
de problemas. Tem que saber ir lidando, Apesar dos percalços,
no Itamaraty acredita-se que a adesão seja altamente compensadora.
A entrada da Venezuela, terceira maior economia e grande produtora
de energia, dá outra dimensão ao processo de negociação
comercial, diz a fonte, dando a entender que ela transcende a própria
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